É a escola a única instância educadora na sociedade contemporânea? É legítimo impor a toda a sociedade um único modelo educacional? Em pleno século XXI, é impossível pensar alternativas sérias ao modelo escolar? O que estão fazendo aqueles que tiveram a coragem de educar seus filhos fora da escola? Como pensar e implementar um processo sustentável de educação fora da escola?

Estas e muitas outras perguntas tem neste blog um espaço para construir respostas. Educar os filhos na sociedade do conhecimento é um desafio que supera de longe o modelo escolar...é urgente dedicar-nos coletivamente a consolidar essas alternativas.

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quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Polícia desconsidera negligência em caso de crianças educadas em casa

Familias que decidem educar seus filhos fora da escola são acusadas de negligencia intelectual em diversos estados do Brasil. Veja o relato de um desses casos.

Ver in: http://www.ehelpcarolina.com/polcia-desconsidera-negligncia-em-caso-de-crianas-educadas-em-casa/

homeschool Polícia desconsidera negligência em caso de crianças educadas em casa

O delegado Rodrigo Cantadori, de Serra Negra, a 139 km de São Paulo, desconsiderou a ocorrência de negligência no caso dos pais que educam suas filhas de 9 e 11 anos em casa. A Polícia Civil instaurou um inquérito sobre o caso no ultimo dia 2, a pedido do Ministério Público. As crianças não frequentam a escola desde 2008, e estudam em casa, método comum nos Estados Unidos, onde as duas nasceram.

As meninas são filhas do norte-americano Philip Ferrara e da brasileira Leila Brum Ferrara. Ambos foram ouvidos pela Polícia Civil por 45 minutos nesta terça-feira (8). Após o depoimento, o delegado disse considerar difícil caracterizar como crime de abandono intelectual o caso, já que os pais não estavam sendo negligentes.

Entretanto, Cantadori informou que, antes de concluir o inquérito, ainda vão ser necessárias outras investigações sobre a eficiência dos métodos de ensino virtual da escola americana. “A polícia vai averiguar como tudo isso funciona”, disse o delegado.

Os pais garantem que as filhas estudam quatro horas por dia as disciplinas disponíveis na internet. “Uma família quer o melhor para os filhos, acho que é difícil olhar isso como um crime”, afirmou a mãe Leila Brum Ferrara.

No entanto, mesmo se o inquérito policial concluir que não há crime na atitude o casal, ainda será necessário convencer o juiz da Vara de Infância e Juventude de que as meninas não estão sendo prejudicadas por serem educadas em casa. A Justiça solicitou a entrega de documentos que comprovem que esse tipo de formação pode garantir condições para que as meninas conquistem um diploma.

O MP exige também que o casal cumpra o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), que estabelece que toda a criança seja matriculada em uma escola regular. A Promotoria informou que o casal pode responder pelo crime de abandono intelectual.

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